Tenho o coração com a frieza e a dureza do metal;
Pois, amar o que há de mais belo foi meu mal.
Porque amar foi meu maior crime?
Porque o desejo se tornou minha maldição?
Me foi revelado, no mais estranho sonho
que tudo que me ponho a beijar com desejo
toda maravilha que, com deslumbre, vejo
tende a sumir num vazio medonho.
E nesta desventura vivo:
E tudo o que eu tocar irá ruir,
e tudo quanto mais amar irá fugir.
Manterei o coração com a frieza e a dureza do metal;
Jazem, amor e desejo, em meu desolado castelo
Restando apenas os olhos a consumir o belo.
terça-feira, 14 de junho de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Cântico ao ódio
Dar e dar alegrias e privar de si mesmo a tê-la.
Rogue a deuses imundos esperanças inúteis de cada dia.
De horrores infectos e profanos inunda-se a mente baldia.
Sonhar com um lar de orgias e querer ter a alma serena.
Ter a falta de um membro por si próprio lacerado.
Ter medo do caminho qual nunca foi pisado.
Crer que alguém de tão belo jamais será desposado.
Sentir-se tão lúcido como se nunca tivesse amado.
E tudo aquilo que a mente foge: ao ócio, à paixão e tudo o que é alado.
É assim um dia após o outro, como tudo amanhã já é passado.
Rogue a deuses imundos esperanças inúteis de cada dia.
De horrores infectos e profanos inunda-se a mente baldia.
Sonhar com um lar de orgias e querer ter a alma serena.
Ter a falta de um membro por si próprio lacerado.
Ter medo do caminho qual nunca foi pisado.
Crer que alguém de tão belo jamais será desposado.
Sentir-se tão lúcido como se nunca tivesse amado.
E tudo aquilo que a mente foge: ao ócio, à paixão e tudo o que é alado.
É assim um dia após o outro, como tudo amanhã já é passado.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Ontem
Procurei no peito um coração
e vi, sem ponteiros, um relógio
cor de musgo e liquen florão.
Então o pranto tomou forma cascata
alagando toda mata
esverdeando todo o chão.
Vejo, breve, toda esperança morrendo
com uma dor sem contentamento
uma árvore seca donde frutos colhi
amargos frutos da vida
da vida que não vivi
Mas Uirapuru, o mensageiro,
com seu sopro cálido
que no seio encontra refugo
diz, cá no centro
que esse tique-tique aqui dentro
é a esperança dizendo: "Ainda há tempo."
e vi, sem ponteiros, um relógio
cor de musgo e liquen florão.
Então o pranto tomou forma cascata
alagando toda mata
esverdeando todo o chão.
Vejo, breve, toda esperança morrendo
com uma dor sem contentamento
uma árvore seca donde frutos colhi
amargos frutos da vida
da vida que não vivi
Mas Uirapuru, o mensageiro,
com seu sopro cálido
que no seio encontra refugo
diz, cá no centro
que esse tique-tique aqui dentro
é a esperança dizendo: "Ainda há tempo."
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O destino
E se as bocas se beijassem
e tudo perdesse um pouco do encanto
e no rosto amigo rolasse o pranto
e olhos puros tudo observassem.
E se o tempo se irasse
e sua ira nada mais aplacasse
e tudo arrasasse com muito furor
deixando a saudades como disfarce
de muita tristeza, dúvida e dor.
Se do peito vazio brotar uma flor
donde lhe fora roubado o coração
que não sintas nenhum olor
sem antes amarfanhares à mão.
Por tanto dizeres que nada é eterno
há coisas mortais sempre a te ferir
enquanto eu, convicto, a vestir o meu terno
retiro os meus sapatos e vou dormir.
e tudo perdesse um pouco do encanto
e no rosto amigo rolasse o pranto
e olhos puros tudo observassem.
E se o tempo se irasse
e sua ira nada mais aplacasse
e tudo arrasasse com muito furor
deixando a saudades como disfarce
de muita tristeza, dúvida e dor.
Se do peito vazio brotar uma flor
donde lhe fora roubado o coração
que não sintas nenhum olor
sem antes amarfanhares à mão.
Por tanto dizeres que nada é eterno
há coisas mortais sempre a te ferir
enquanto eu, convicto, a vestir o meu terno
retiro os meus sapatos e vou dormir.
domingo, 31 de outubro de 2010
Segundo turno - dead end
Um segundo turno com dois candidatos iméritos resume-se em:
Apertar três botões com as pontas dos dedos acreditando que há esperança na palma das mãos.
Apertar três botões com as pontas dos dedos acreditando que há esperança na palma das mãos.
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